Como é feito o trote

Organizado pelos estudantes mais antigos, os trotes normalmente são realizados nos primeiros dias de aula. No Brasil, a tradição mostra que os “veteranos” de um determinado curso ou área organizam as brincadeiras, que podem ser educativas (na maioria das vezes) ou violentas (com algumas resultando até em morte).

O trote começa geralmente quando um grupo de “veteranos” visita as salas de aula freqüentadas por “calouros”. Normalmente, não há aula na primeira semana do ano letivo – o novo grupo de estudantes participa de palestras, visita as instalações da universidade e organiza festas para promover a integração entre os colegas. Dentro deste contexto, os alunos mais antigos aproveitam o tempo livre para recepcionar os “calouros”

Nos meses de fevereiro e agosto, é comum encontrar grupos de calouro pintados nos semáforos próximos das universidades. Eles pedem aos motoristas uma ajuda para o trote. A prática é conhecida como pedágio estudantil, e o dinheiro arrecadado geralmente é usado em festas de confraternização nos bares e centros acadêmicos.


Como escapar do trote

Existem algumas recomendações básicas para os “calouros” que não querem ser incomodados com os trotes. A mais eficiente é não freqüentar a faculdade durante a primeira semana de aula -normalmente, as brincadeiras acontecem neste período.

Evitar as festas programadas pelos colegas e os locais mais freqüentados pelos “veteranos” (bares, restaurantes, cantinas etc) também contribuem para livrar o novo estudante do trote.

Mesmo assim, se por qualquer motivo o estudante for “convocado” para participar das brincadeiras, o melhor é manter o espírito esportivo. O trote faz parte da tradição universitária de quase todos os países do mundo. Também é recomendável não reagir e evitar a violência em qualquer circunstância.